Intervir com CriançasFalar... criança Tu gostas de mim?Eu preciso tanto de ti... Ès grande e forte e eu, sou só pequenino e fraco... Mas gosto tanto de ti.... Quando choro, Quero que me toques. Quando grito, Quero que me entendas. Quando bato, Quero que me olhes. Quando não como, Quero que fiques comigo... Não me entendes? Eu também não entendo porque não me entendes.... Mas, GOSTO TANTO DE TI !!! Ana de Ornelas Intervir... com crianças Outras, chegam e trazem com elas angústias, ansiedades, inseguranças, quando choram, gritam, fazem birras, não dormem e os pais, perguntam: "porquê?". Definir um padrão de resposta é difícil. Em qualquer etapa, a forma de se adaptarem a este meio onde crescem, depende sobretudo das nossas respostas aos seus vários tipos de comportamento. A sua linguagem é única. é autêntica, espontânea e sobretudo clara, sem qualquer filtro. Nós, pais adultos, já não sabemos comunicar assim. E, quando colocados perante este tipo de comunicação, respondemos de uma forma pensada, calculada e construída sobre um rol de informações que nos chegam por várias vias e nos prendem a atenção, pela nossa insegurança e incertezas em relação á nossa capacidade de sermos pais suficientemente bons. Deixamos de confiar no nosso bom senso. Teimamos em achar que aos olhos dos nossos filhos, temos sempre que nos apresentar como super-pais ou super-mães, e afinal, eles só querem mesmo é um pai e uma mãe. A comunicação, sem disso darmos conta, falha. é nas sessões, comigo, que através do brincar, dos jogos, desenhos e até do falar, a criança se vai exprimindo da maneira que melhor sabe fazer.... os conflitos, se os houver, aparecem enquanto tranquilamente, ela empurra os carrinhos, ou envolve as bonecas, ou cozinha, ou dispara com pistolas. Os medos surgem numa história ou num sonho. As angústias, num desenho ou num determinado comportamento em sessão. E eu interpreto e devolvo na linguagem que ela melhor sabe e domina: a linguagem do afecto, a linguagem do coração.
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