Quem sou

Falando... de mim

O meu marido diz: "É difícil viver com ela. É fácil viver com ela. É complicado viver a dois. Mas é impossível não ficar contagiado por ela.";

A minha filha acrescenta: "É chato ouvi-la dizer que não. É chato saber que ela tem razão. Mas é maravilhoso tê-la como mãe.";

Os meus amigos concluem: "Ás vezes ouve-nos como amiga, outras como mãe, outras como filha, outras como cúmplice. Mas é terrívelllllllll, ouvi-la como psicóloga!";

Sobretudo, faço tudo com muito afecto...

Formei-me tarde. Não, não foi dificuldade em deixar o ninho e a segurança dos pais. Segundo estes, quando era suposto estudar, eu, preferi trabalhar. Casei-me cedo e, entre fazer carreira na banca e lidar com uma vida a dois, nasceu a minha filha. Fiquei sem tempo. Mas o sonho esteve sempre lá. Quando a minha filha começou a tornar-se mais autónoma, em reunião de família, concluíu-se que, provavelmente, mesmo com todas as perdas que isso iria implicar, estava na altura, com a ajuda dos dois, de seguir o meu sonho. Dei então início à minha carreira académica no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, como estudante trabalhadora. Apesar das áreas a que o ISPA dava acesso, nomeadamente, Educacional, Social e Clínica, esta última, foi a que desde o início eu tinha como muito bem definida. A decisão sobre a população com quem trabalhar é que, ano após ano, foi-se tornando mais difícil: crianças ou adultos?

Em todo o adulto, há uma história de vida em que ele próprio também foi criança. Em toda a criança há uma história de vida em que ela também se vai tornar num adulto. Fiquei com os dois.

Continuar porquê?? 

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